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  • Review: Nuxe Prodigieuse Boost Night Recovery Oil Balm

    Review: Nuxe Prodigieuse Boost Night Recovery Oil Balm

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    Tipo de produto: creme hidratante

    Função: prevenir primeiras rugas, hidratar

    Ingredientes principais: esqualano, extracto de calêndula, óleo de macadâmia, glicerina

    Quando usar: à noite, como último passo da rotina

    Textura: bálsamo

    Aroma: floral (jasmim, flor de laranjeira, magnólia, madeiras brancas, líchia)

    Embalagem: boião

    Quantidade: 50ml

    Preço: 40€

    Onde comprar: farmácias, Care to Beauty (não é link de afiliado, contudo podem usar o código de afiliado ANA5 para terem 5% de desconto na Care to Beauty)

     

    Vou começar por dizer que é muito raro eu gostar de cremes de textura espessa, mas a verdade é que não me lembro de nenhum que tivesse adorado antes deste (mas a minha memória por vezes é de peixinho dourado, portanto não confio). Quem tem pele oleosa como eu, está habituado a recuar perante todo e qualquer boião que aparente ter uma textura mais espessa do que um gel-creme. Contudo, e queimem-me na estaca pelo que vou dizer, este creme cheirava tão bem que decidi usá-lo (não sou de ferro, está bem?). E olhem, ainda bem que o usei, porque passou a fazer parte da minha rotina.

     

    A Nuxe Prodigieuse Boost é a gama de primeiras rugas da Nuxe. A marca falar-vos-á dos extractos de flores XPTO, mas a verdade é que olhando para a lista de ingredientes saltam logo dois ingredientes à vista: glicerina e esqualano, bem no topo da lista. Estes dois ingredientes são dos melhores hidratantes para a pele e, não justificando o preço do creme, sinceramente para mim são os ingredientes que fazem esta fórmula ser tão boa. Sejamos honestos, a Nuxe é uma marca relativamente cara e conseguem equivalentes em termos de fórmula noutras marcas. Contudo, e isto para mim é uma coisa que faz muita diferença, quem liga à experiência sensorial de aplicação dos produtos vai adorar a marca e achar que compensa cada cêntimo. E às vezes gostar da experiência é meio caminho andado para efectivamente ter uma rotina.

     

    O produto tem uma textura em bálsamo, mas que se funde rapidamente em contacto com a pele, sem deixar resíduo gorduroso. No meu caso, uso-o nas zonas mais secas da minha pele (a zona das bochechas, principalmente), mas há que ter em conta que facilmente crio borbulhas nessa zona se o creme for o errado, coisa que nunca aconteceu com esta fórmula. Para mim isto é a grande vantagem deste hidratante, a fórmula é extremamente nutritiva, mas acho-a muito pouco comedogénica, coisa que não considero que seja muito fácil de encontrar pela experiência que tenho com este tipo de bálsamos.

     

    No geral, este é para mim um dos meus hidratantes nutritivos favoritos, não só pela experiência de aplicação, mas efectivamente pela fórmula e pelo facto de ser nutritiva e compatível com peles mais oleosas. É o meu creme de noite para aqueles dias em que preciso de um extra de nutrição e em que preciso da experiência sensorial.

     

    *produto recebido numa formação da marca

  • Produtos para queda de cabelo na mulher

    Produtos para queda de cabelo na mulher

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    Existem várias situações na vida da mulher que podem levar a questões de queda de cabelo como o pós-parto, pós-menopausa, stress, perda de peso ou anemia, entre outras. Algumas destas são limitadas no tempo, mas outras são progressivas e podem ser complexas a nível psicológico. Assim, apesar de ser sempre necessário consultar um dermatologista nos casos crónicos, estas consultas podem demorar algum tempo e podem ser usados cosméticos e/ou suplementos até que se consiga ter a consulta.

    Antes de listar, um aviso: os links para a Care to Beauty não são links de afiliado. Contudo podem usar o código ANA5 para terem 5% de desconto na Care to Beauty se optarem por comprar lá, e esse código é de afiliado.

    Eflúvio telogénico no pós-parto e outras situações

    O ciclo do cabelo passa por três fases: anagénese (fase de crescimento), catagénese (em que o folículo encolhe e deixa de ter ligação à corrente sanguinea e pára de receber nutrientes) e telogénese (em que o cabelo por falta de nutrição se solta do couro cabeludo e cai). Estas fases são cíclicas, mas podem haver alterações a este ciclo que alteram a quantidade de cabelos que está em cada fase do ciclo. O habitual é que apenas 10-15% dos cabelos se encontrem na fase telogénica, contudo os dois últimos trimestres da gravidez levam a que quase nenhum cabelo entre nesta fase. Isto significa que quando as hormonas estabilizam no pós parto, cerca de 2 ou 3 meses depois do nascimento, todos os cabelos que ficaram estagnados entram subitamente na fase telogénica, levando a uma queda difusa acentuada a que se chama eflúvio telogénico. Este tipo de queda muito acentuada e difusa pode também ter outras causas como stress intenso, doença prolongada, falta de ferro, medicação, problemas na tiróide ou perda de peso acentuada. Assim, é sempre importante ir ao médico e perceber qual poderá ser a causa. Contudo, visto que é habitual que consultas de dermatologia demorem, há coisas que se podem fazer enquanto a consulta não chega. Neste tipo de queda o ideal é garantir que o cabelo tem o aporte nutricional necessário, já que frequentemente a queda não pode ser travada.
    No pós-parto esta queda costuma acontecer entre os 2 e os 6 meses após o nascimento e leva a que o couro cabeludo fique mais visível, a que exista uma queda muito notória de cabelo e no geral uma sensação de menos cabelo (ao prender o cabelo, é necessário dar mais voltas ao elástico, por exemplo).

    Pré-champô: Phytopolleine da Phyto
    Suplemento: Ecophane em pó ou Anacaps Progressive
    Ampolas: Martiderm Hair System (spray), Lambdapil da ISDIN

    Queda de padrão feminino

    Esta queda está não só associada às típicas hormonas masculinas que levam à chamada alopécia androgénica, mas também ao estrogénio e progesterona. Tipicamente muito ligada a perda de cabelo localizada, principalmente na linha do cabelo e no topo da cabeça, não tem um início brusco. Contudo, há uma perda gradual de grossura do fio de cabelo, de número de cabelos e de integridade do fio de cabelo, levando a que fique facilmente degradado nas pontas. Esta queda deve ser avaliada por um dermatologista ou tricologista, já que pode ter origem nalgum desequilíbrio hormonal, podendo mesmo ser encaminhada para um endocrinologista. Este tipo de situação é muito frequente no período pós-menopausa e pode requerer o uso de medicação tópica ou oral.

    Champô: Ducray Densiage, Triphasic da René Furterer
    Máscara: Phytokeratine Extreme da Phyto, Tonucia da René Furterer
    Ampolas: Triphasic Progressiv da René Furterer, Phytonovathrix da Phyto
    Suplementos: Phytophanère da Phyto, Anacaps Progressive da Ducray, Ecophane em pó

    Queda sazonal

    A queda sazonal é auto-limitada no tempo e na grande maioria dos casos não necessita de cuidados extra. Contudo, em pessoas que já têm habitualmente menor densidade de cabelo, pode-se estimular o crescimento nestas fases. Na maior parte das pessoas, esta queda durará cerca de 3 meses e será habitualmente na fase de fim de verão/início de outono, podendo também ocorrer em menor grau na altura da primavera.

    Pré-champô: Phytopolleine da Phyto
    Champô: Martiderm Hair System, Klorane Quinina, Vichy Dercos Energising
    Ampolas: Vichy Dercos Aminexil, Sesderma Seskavel
    Suplementos: Martiderm Hair System (vegan), Ecophane em pó, Anacaps Reactiv da Ducray

  • Review: Eucerin UreaRepair 5% Creme de mãos

    Review: Eucerin UreaRepair 5% Creme de mãos

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    Tipo de produto: creme de mãos

    Função: hidratar e reparar

    Ingredientes principais: 5% ureia, ceramida-3, NMF

    Quando usar: quando necessário

    Textura: creme

    Embalagem: plástico com tampa

    Quantidade: 75ml

    Preço: 9€

    Onde comprar: farmácias, Care to Beauty (não é link de afiliado, contudo podem usar o código de afiliado ANA5 para terem 5% de desconto na Care to Beauty)

     

    Se há coisa que continuamente me disseram e eu ignorei foi que uma coisa completamente imprescindível no pós parto era um creme de mãos incrível. Para mim cremes de mãos são maioritariamente uma obrigação exercida apenas em casos drásticos. A questão é que ter um bebé é um desses casos drásticos, mas que neste momento dura continuamente há três meses. Especialmente no nosso caso, que estamos com leite adaptado desde o terceiro dia de vida dela, o nosso dia implica lavar biberões e retinas continuamente, além da habitual louça que tende a ser mais do que o costume porque passo o dia em casa. Isto resultou em mãos completamente secas que estavam à beira de ficar com gretas.

     

    Para minha sorte, a Eucerin teve o bom senso de pensar nisto por mim, e ofereceram-me um cabaz quando estava grávida que incluía este creme de mãos. Caso contrário, teria sido obrigada a ir comprar um em SOS no dia em que me apercebi que o meu polegar me doía porque a pele estava tão fragilizada que estava a pouco de gretar. 

     

    A parte boa (óptima, maravilhosa) deste creme é que basta uma aplicação diária para a pele recuperar totalmente. A ponto de eu me desleixar, parar de usar e daí a quinze dias notar de novo que a pele está a ficar de novo uma tragédia. Em cerca de dois dias (duas utilizações, portanto) a diferença é completamente notória e o nível de conforto também. Este creme tem uma óptima relação qualidade/preço e é muito fácil de arranjar.

     

    A parte má e que eu odeio com uma intensidade drástica é a textura do creme. A primeira vez que o usei fiquei com a sensação de que as minhas mãos pareciam Tupperware engordurados – é uma descrição esquisita, mas juro que é a coisa mais parecida. A única razão pela qual continuei a usar, é mesmo pela eficácia, porque se não tivesse notado resultados logo na manhã seguinte, de certeza que não voltava a usar.

     

    Contudo, considerando que basta uma utilização por dia e dada a eficácia deste creme, para mim a solução foi fácil: aplico imediatamente antes de ir dormir e não mexo em nada depois disso. E assim garanto os resultados sem me irritar com a textura do creme.

     

    Para mais que precisam mesmo daquele cuidado extra, este é sem dúvida um dos que recomendo sem qualquer hesitação.

     

    *produto fornecido pela marca
  • Review: Kiehl’s Hydro-Plumping Re-Texturizing Serum Concentrate

    Review: Kiehl’s Hydro-Plumping Re-Texturizing Serum Concentrate

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    Tipo de produto: sérum

    Função: hidratar, reduzir rugas de desidratação

    Ingredientes principais: glicerina

    Quando usar: manhã e noite, após a limpeza ou tónico

    Textura: aquosa

    Embalagem: plástico reciclável com pump

    Quantidade: 50ml

    Preço: 52€

    Onde comprar: lojas ou loja online

     

    Sérums hidratantes são aquele produto que praticamente toda a gente deveria usar.desde as peles mais oleosas às mais secas, o normal é que todas as peles tenham falta de água. Daí às rugas, descamação e ausência de conforto, é um saltinho.

     

    Quando professei o meu amor por sérums hidratantes muita gente correu a dizer-me que não havia nada como o sérum hidratante da Kiehl’s, portanto fiquei muito curiosa com ele.

     

    Como a grande maioria dos sérums da Kiehl’s, este sérum contém dimeticone, o que confere à pele um toque aveludado e é perfeito para quem quer usar maquilhagem a seguir. A quantidade de silicone não é drástica e não dá efeito de máscara, apenas confere um acabamento mais avekudado. Pessoalmente não sou super fã deste acabamento, mas sei que sou a excepção à regra. A verdade é que dá imenso jeito quando não há tempo para aplicar uma dezena de produtos (já experimentaram ter uma filha de três meses?) e portanto acabo por usá-lo de manhã.

     

    A textura é divinal e perfeita mesmo para as peles mais oleosas, porque no momento em que contacta com a pele este sérum transforma-se quase em água e é instantaneamente absorvido. As melhorias na hidratação notam-se quer a curto, quer a longo prazo, o que ajuda a diminuir as rugas por desidratação.

     

    Conclusão, subiu para um dos meus sérums hidratantes preferidos, tal como muita gente me tinha garantido que iria acontecer.

     

    *produto fornecido pela marca
  • Suplementos e exposição solar

    Suplementos e exposição solar

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    Não é habitual eu falar em suplementos por aqui, mas este tema foi sugerido no Instagram e achei que fazia sentido falar dele agora. Existem vários suplementos no mercado que prometem ajudar a pele a bronzear e a reduzir a sensibilidade à exposição solar, por isso vamos dar uma vista de olhos ao que existe no mercado e aos estudos feitos.

    Para começar naquilo que mais interessa, sim, estes suplementos são uma boa ideia. Pessoalmente nunca hei-de compreender a necessidade de ficar o mais moreno possível, mas embora estes suplementos tenham efectivamente a função de ajudar a bronzear, acho mais significativa a outra função – ajudar a reduzir a sensibilidade à exposição solar.

     

    Existem vários estudos feitos sobre isto, mas no geral estes suplementos reduzem o eritema solar, o stress oxidativo e a erupção solar polimórfica (alergia ao sol). Portanto para quem habitualmente queima facilmente ou tem reacção exagerada à exposição solar esta é definitivamente uma alternativa viável.

     

    A grande maioria dos estudos debruça-se sobre combinações de antioxidantes, nomeadamente vitaminas C e E, licopeno e beta-caroteno. Contudo, há outos ingredientes interessantes como o Polypodium leucotomos usado pela Heliocare que tem vários estudos que comprovam a sua eficácia. Notem que estes suplementos não substituem a protecção solar e devem ser usados como complemento. Idealmente devem ser iniciados 15 dias antes da exposição solar e devem ser mantidos durante o verão. As pessoas que habitualmente sofrem de melasma devem evitar estes suplementos, pois podem agravar a condição. Existe um produto da Esthederm chamado Bronz Impulse que ajuda a fazer este tipo de protecção adicional de forma tópica e assim não agrava as manchas desde que não seja aplicado no rosto.

     

    Apenas uma ressalva: convém que não usem estes suplementos caso sejam fumadores que fumam mais de meio maço de tabaco por dia, pois nesta situação específica os antioxidantes deixam de ser eficazes e podem mesmo tornar-se pró-oxidantes.

     

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    Caso estejam à procura de suplementos que ajudem a bronzear, no geral o suplemento que mais recomendo é o da Heliocare da linha clássica. Contudo, tenho também óptimo feedback do da Lierac. Caso estejam à procura de protecção porque tendem a fazer “alergia ao sol” (erupção polimórfa à luz solar), para mim não há melhor do que o Heliocare Ultra D.
  • Produtos para poros dilatados

    Produtos para poros dilatados

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    Já perdi a conta ao número de vezes que este post me foi pedido, e a razão pela qual demorou tanto tempo é simples: não há muito que se possa fazer em relação a poros dilatados.. Contudo, considerando que há algumas coisas que talvez possam produzir algum efeito nalgumas pessoas, decidi que era desta que escrevia o post. Mas, primeiro, vamos a um bocadinho de matéria teórica para perceberem alguns conceitos essenciais.

     

    Poros dilatados – porque aparecem

    Os poros são as aberturas para o exterior das glândulas sudoríparas ou sebáceas ou os orifícios dos folículos pilosos. Ao contrário do que dita o senso comum, os poros não abrem nem fecham, apenas podem ficar mais ou menos dilatados. Existem três razões diferentes pelas quais os poros ficam dilatados:

    1. excesso de secreção sebácea, geralmente associada a uma alteração da composição do sebo (maior secreção de ácidos oleico e palmítico) – principalmente na zona do nariz
    2. perda de colagénio e elastina na derme subsequente ao envelhecimento, com alteração da forma do poro de cónica para elíptica – principalmente nas bochechas
    3. queratinização acelerada, com acumulação de células nucleadas à volta dos poros, subsequente a inflamação ou alteração da composição do sebo.

     

    Como reduzir a dilatação dos poros

    Dadas as condições que levam à dilatação dos poros, o ideal num produto que pretende reduzir a visibilidade dos poros é que reduza ou adsorva o sebo, que melhore a qualidade do sebo e que estimule a matriz dérmica a produzir colagénio e elastina. Apesar de não haver consenso, aguns dos ingredientes que parecem funcionar são o ácido salicílico, niacinamida, retinol e esqualano (não confundir com esqualeno, que é comedogénico). O bakuchiol também parece ter efeitos na redução da visibilidade dos poros.

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    Produtos recomendados – pele jovem e resistente

    Sesderma Acnises Young Gel Cream [comprar]

    NeoStrata Salizinc [comprar]

    Lierac Sébologie Lotion [comprar]

    La Roche-Posay Effaclar Serum [comprar]

    Paula’s Choice Clear Anti Redness Exfoliating Solution Extra Strength

    The Ordinary Salicylic Acid 2%

     

    Produtos recomendados – pele madura

    Sesderma Retises 0.15% Gel [comprar]

    Indeed Labs Retinol Reface

    NeoStrata Gel Forte Salicílico [comprar]

    Paula’s Choice Resist Daily Pore Refinement Treatment 2% BHA

    The Ordinary Granactive Retinoid in Squalane

     

    Produtos recomendados – pele sensível

    Paula’s Choice 10% Niacinamide Booster

    SVR Sebiaclear Serum [comprar]

    Martiderm Acniover Serum [comprar]

    The Ordinary 100% Plant-Derived Squalane

    The Ordinary Niacinamide 10% + Zinc 1%

    Esthederm Pure System Pore Refiner [comprar]

  • Cuidados de pele para quimioterapia e radioterapia

    Cuidados de pele para quimioterapia e radioterapia

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    A quimioteraia e radioterapia têm, infelizmente, o condão de afectar também bastante a pele. Este post não pretende, de forma nenhuma, substituir recomendações médicas, mas apenas complementar com alguns conselhos. Se o vosso médico deu indicações diferentes das que estou a dar aqui, sigam sempre as recomendações de quem acompanha o vosso caso específico.

    Efeitos comuns na pele relacionados com quimio e radioterapia:

    • queda de cabelo
    • xerose (pele extremamente seca)
    • prurido
    • síndrome mão-pé (inchaço, bolhas, dor, vermelhidão)
    • hiperqueratose (acumulação de células mortas com fendas)
    • paroníquia (inflamação na zona à volta das unhas)
    • radiodermatite (queimadura por radiação)

    Nem todas as pessoas irão sofrer de todos estes efeitos secundários e o normal é que se apresentem apenas alguns deles. De qualquer forma, há cuidados globais que devem ser tidos em conta de forma a evitar o agravamento ou aparecimento de alguns deles. Alguns comportamentos que ajudam a manter a pele saudável:

    • usar um produto de limpeza suave e hidratante (syndet, óleo de banho, creme de duche), evitando sabonetes e gel de banho agressivo
    • usar sempre protecção solar, pois os raios UVA não são filtrados pelas janelas dos carros ou pelas nuvens – excepção feita aos dias em que têm radioterapia, pois pode interferir
    • tomar banhos curtos com água tépida
    • proteger bem as mãos com luvas quando se usam produtos de limpeza agressivos
    • manter a pele hidratada com fórmulas preparadas para pele sensível ou atópica

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    Estes são apenas alguns exemplos de produtos que podem ser utilizados na pele durante a quimioterapia e/ou radioterapia. Além destes, procurem gamas para pele atópica no geral, como a Lipikar AP+M, Xeracalm A.D. ou Atoderm Intensive.

    • La Roche-Posay Toleriane Caring Wash (limpeza de rosto) [comprar]
    • La Roche-Posay Toleriane Ultra (hidratação de rosto) [comprar]
    • ISDIN Ureadin Rx10 (particularmente para radioterapia) [comprar]
    • Avène Água Termal (calmante) [comprar]
    • Avène Cicalfate (cicatrizante, reparador) [comprar]
    • Bioderma Photoderm Mineral (protecção solar) [comprar]
    • Eucerin Aquaphor (hidratante, reparador) [comprar]
    • ISDIN Lip Repair Balm (hidratação de zonas muito secas e lábios) [comprar]
    • Leti Balm Repair (hidratação de zonas muito secas e lábios) [comprar]
    • La Roche-Posay Kerium Gel (compatível também com radioterapia) [comprar]
  • Dermatite atópica em bebés e adultos

    A dermatite atópica é uma presença frequente na minha vida desde sempre, desde ter uma pele que não tolerava praticamente nenhum cosmético em bebé até ter grandes crises nas fases de exames de faculdade a andar agora na gravidez com locais novos a ficarem em crise. Como tenho lido um pouco mais sobre o assunto por causa disto e do receio que a minha filha também vá sofrer do mesmo, achei que era boa altura para escrever sobre dermatite atópica (ou eczema) e o que realmente parece resultar.

     

    Dermatite atópica

    A dermatite atópica (DA) é uma doença inflamatória crónica da pele que é caracterizada por ciclos de crise e remissão e não é contagiosa, sendo que esta doença está bastante ligada a uma componente genética (o risco de uma criança desenvolver a doença é de 30% no caso de um dos pais sofrer de DA e de 70% se ambos os progenitores tiverem). Os sintomas mais comuns desta patologia implicam pele seca a muito seca, comichão, descamação, vermelhidão e pele inflamada. Estima-se que esta doença afecta cerca de 3% dos adultos e 15% das crianças em países desenvolvidos, com tendência a aumentar, e está intimamente ligada a outras patologias alérgicas como a rinite, asma e alergias alimentares. 

    Na DA, existe um ciclo muito demarcado nas crises, que começa habitualmente com a diminuição da função barreira da pele, permitindo maior entrada de alergenos e outros agentes irritantes que vão levar a inflamação e comichão, que por sua vez vão diminuir ainda mais a função barreira. Assim sendo, o ideal é quebrar o ciclo vicioso e tentar fazê-lo em todos os passos para garantir uma maior qualidade de vida e uma remissão mais rápida.

     

    Abordagens ao tratamento da dermatite atópica

    Existem várias abordagens à dermatite atópica e a grande maioria acaba por estar pouco estudada ou com estudos maioritariamente irrelevantes. Contudo, vamos vê-las uma a uma:

    • aplicação diária de hidratantes – esta é uma das mais relevantes e uma das que comprovadamente apresenta benefícios reais na DA. O ideal é optar por um hidratante específico para a pele atópica, o que significa que habitualmente é um creme mais espesso ou bálsamo, sem fragrância e com uma fórmula que minimiza a quantidade de potenciais alergenos. Quanto a ingredientes-estrela, não existem estudos não enviesados que tenham conseguido comprovar que um ingrediente é superior a outro, mas no geral tudo parece apontar para que se escolham fórmulas que contenham ureia, glicerina, ceramidas e ácido glicirretínico. A aveia parece resultar, mas também tem menos estudos efectuados.
    • banhos emolientes – estes banhos emolientes passam pela colocação de um produto na água e consequente imersão da pele nessa mistura. Contudo, os estudos indicam que não existem benefícios claros nesta prática, sendo que geralmente acabo por não a recomendar.
    • higiene não deslipidante – é muito frequente ver pessoas que se preocupam em ter um creme hidratante, mas depois na higiene usam um gel de banho qualquer porque depois o creme faz o resto. Contudo, os estudos apontam no sentido desta mesma higiene cumprir os mesmos pontos que a hidratação. Assim, deve-se optar por um produto preferencialmente em creme ou óleo, sem fragrância e de preferência formulado para pele atópica.
    • medicação – pode ser tópica ou oral e deve ser sempre acompanhada e prescrita por um médico. Beneficia na mesma da aplicação do hidratante, havendo estudos claros de que a taxa de sucesso é maior nos pacientes que combinam ambas.
    • probióticos – têm surgido vários estudos no sentido de que pode haver um benefício claro na suplementação com probióticos na dermatite atópica. Contudo, os estudos são ainda pouco claros no que diz respeito a qual a melhor estirpe a usar, doses e resultados claros, por isso esta é ainda uma área em desenvolvimento. Contudo, é uma clara possibilidade e nos próximos anos deveremos assistir a um desenrolar interessante nesta área.
    • evitar potenciais alergenos durante a gravidez e aleitamento – ao contrário do que tem sido proclamado por muitos, evitar certos alimentos durante a gravidez não só não reduz o risco de desenvolver dermatite atópica, como na verdade parece aumentá-lo. Alimentos como ovos, frutos secos, leite de vaca e outros que sejam habitualmente associados a alergias não devem ser evitados por este motivo e até é aconselhável que sejam consumidos de forma a expôr a criança aos potenciais alergenos.

     

    Bebés em risco de desenvolver dermatite atópica

    Esta é uma área complexa e falo não só por experiência própria, mas também na área científica. Como mãe, já perdi a conta ao número de pessoas que me recomendaram não usar qualquer tipo de hidratante no bebé nos primeiros meses. Por outro lado, também já tive outras tantas pessoas a dizerem-me que se eu tinha pele atópica em bebé e mantenho essa condição em adulta, então tenho de começar logo a usar uma linha de pele atópica na bebé desde que ela nasce. Enquanto profissional, situo-me no meio destas duas posturas, sendo da opinião de que se deve colocar um hidratante a partir do nascimento, mas de uma linha normal, e passo a explicar porquê.

    A grande maioria dos estudos feitos em bebés e crianças com DA incluem poucos voluntários e são habitualmente desenhados para validar a utilização de uma gama específica que foi formulada para pele atópica. Assim, é frequente verem-se estudos que indicam que a linha contendo o ingrediente patenteado XYZ teve melhores resultados em crianças com dermatite atópica do que um hidratante normal. Contudo, alguns estudos recentes e bem desenhados puseram à prova a parte que me interessava mais, que era pura e simplesmente a aplicação de um hidratante num recém-nascido com probabilidade de desenvolver DA. Estes estudos concluíram globalmente e com boa margem de certezas que a aplicação diária de um hidratante normal em recém-nascidos de termo previne o aparecimento da DA.

    Em relação a escolher ou não uma gama formulada para pele atópica ou uma linha normal nos casos em que apenas existe a probabilidade da criança desenvolver DA, explico-vos o porquê. Uma das teorias já comprovadas da dermatite atópica prende-se com o excesso de higiene e a não exposição dos bebés a alergenos. Esta exposição limitada parece estar a levar a um aumento das crianças com DA, pelo que a exposição precoce a alergenos acaba por ser positiva para o desenrolar da doença. Isto significa que aconselho sempre as mães de bebés potencialmente atópicos a utilizarem produtos com uma fragrância leve (também não exagerem com uma linha super perfumada), mas a não partirem para as linhas de pele atópica sem diagnóstico feito.

     

    Melhores produtos para pele atópica

    Não existem diferenças nos produtos a usar dependendo da idade, pelo que qualquer produto formulado para pele atópica pode ser usado de forma segura a partir dos 3 meses de idade (alguns a partir do nascimento desde que o bebé seja de termo) sem qualquer limite máximo de idade.

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    La Roche-Posay Lipikar AP+M: pode ser usada desde o nascimento em bebés de termos e tem um produto que adoro – o stick. A comichão é das coisas mais incómodas da dermatite atópica e o stick permite “coçar” a área enquanto na verdade estamos a reparar a barreira cutânea em vez de a destruir.

    ISDIN Nutratopic Pro-AMP: a linha que recomendo em casos mais complicados de resolver, tem um hidratante especialmente formulado para o rosto e dois hidratantes de corpo diferentes (a loção para uso diário e o creme para crises).

    A-Derma Exomega Control: para quem gosta de recorrer a fórmulas mais baseadas em ingredientes naturais, é baseada em aveia. Tem uma boa selecção de texturas diferentes que permitem adaptar aos gostos de cada um, com preços bastante simpáticos também.

    Bioderma Atoderm Intensive: a gama que recomendo em peles que não são particularmente complicadas, para uso diário. Os tamanhos grandes tornam-na muito prática para quem tem de usar os produtos diariamente.

    Aveeno Dermexa Anti-Prurido: o que encontrei até agora com melhor efeito anti-prurido, é particularmente útil para ter em caso de crises.

    Ducray Dexyane Med: para quem, como eu, tem lesões localizadas (no meu caso cotovelos e agora tornozelos na gravidez), o Dexyane Med e perfeito para controlar as zonas afectadas sem precisar de fazer um investimento enorme, com efeitos desde a primeira aplicação.

    Para eczema palpebral, sugiro que espreitem o Ducray Dexyane Med Palpebral, o SVR Topialyse Palpebral ou o Sesderma Silkses.

    Post actualizado a 28-12-2020

  • Cosméticos naturais NÃO são melhores

    Cosméticos naturais NÃO são melhores

    Desculpem estragar logo a diversão de um título ambíguo, mas este artigo serve precisamente para desde logo estabelecermos bem a ideia do post: os cosméticos naturais não têm qualquer vantagem quando comparados com cosméticos que incluem ingredientes sintéticos.

    Mas como eu dizer isto não chega, vamos ponto a ponto tentar desmistificar todas as pré-concepções que existem relacionadas com esta temática. Sintam-se à vontade para fazer questões sobre o assunto e para apontar outras razões pelas quais escolheriam produtos naturais – posso sempre editar este post e acrescentar mais informação.

     

    Sintético versus natural

     

    Apesar da dualidade ser frequentemente apresentada como “natural versus químico”, esta apresentação está errada. Porquê? Porque todos os ingredientes têm uma estrutura química, uma vez que são compostos por átomos. Portanto a dualidade aqui deve ser apresentada em relação à origem do ingrediente: foi extraído de uma fonte natural sem alteração da sua composição ou foi submetido a alguma modificação? Assim teremos um ingrediente natural ou sintético (ou semi-sintético, porque muitos ingredientes são obtidos através de ligeiras modificações a ingredientes naturais).

    E o ponto mais interessante aqui é: isso interessa para quê? A resposta é “para nada” a não ser para determinar a sua origem. Vejamos a seguinte imagem de uma mistura de ingredientes cosméticos:

    estruturas químicas.PNG

    Conseguem identificar os de origem natural e os de origem sintética? Bem, o vosso corpo também não, porque a origem não interessa no que diz respeito à acção do produto. Interessa sim onde aqueles carbonos e oxigénios vão encaixar, e não de onde vieram. Não existe NADA no nosso corpo capaz de reconhecer se um ingrediente é de origem natural ou sintética e reagir de acordo com esse critério.

    (apenas um aparte: se estiverem tentados a dizer que o último de certeza que é sintético porque “olhem só para aquela monstruosidade de molécula”, aquilo é colagénio tipo III que é naturalmente produzido nos humanos a nível da derme e é o que vos dá elasticidade à pele e evita rugas)

     

    Composição de ingredientes naturais

     

    Uma razão que ouço frequentemente apontada como motivo para utilizar cosméticos naturais está relacionada com a simplicidade das fórmulas. É comum as pessoas olharem para uma lista INCI (lista de ingredientes de um cosmético, que legalmente tem sempre de vir apresentada na embalagem do produto) e terem medo de listas enormes com nomes estranhos.

    É muito mais pacífico para as pessoas olharem para uma lista de ingredientes e lerem algo equivalente a “Água, Óleo de Sésamo, Óleo de Rosa Mosqueta, Óleo de Tangerina” do que lerem uma série de nomes desconhecidos e potencialmente assustadores. Contudo, vamos atentar na seguinte imagem:

    kiwi composição.jpg

    Isto é a composição de um kiwi. O facto de uma coisa ser natural não implica que não seja formada por uma amálgama de ingredientes de nomes estranhos, só significa que temos um nome que habitualmente atribuímos a esse conjunto de coisas e que, por ser tão comum, já não nos faz confusão. Neste caso chamamos-lhe kiwi, noutros casos chamamos-lhes outra coisa qualquer, como óleo de tangerina. E falando de óleo de tangerina, vamos olhar também para mais uma imagem:

    composição óleo tangerina.PNG

    Esta tabela potencialmente esquisita foi retirada de um artigo científico que estudou a composição de óleo de tangerina para identificar os vários compostos do dito óleo ao longo do ano. Neste caso identificaram 55 compostos diferentes nos óleos analisados. Podem procurar pelo artigo pesquisando o nome “Composition and Seasonal Variation of the Essential Oils from Two Mandarin Cultivars of Southern Brazil”. Isto apenas para referir que, se todos os ingredientes que compõem o dito óleo de tangerina fossem listados como ingredientes, a lista seria absolutamente gigante e ultrapassaria em larga escala o tamanho de uma de compostos sintéticos. Apenas como referência, o normal para um óleo natural é ter entre 20 e 80 compostos diferentes, e todos eles têm nomes estranhos porque são os nomes químicos.

     

    É normal haver um certo medo associado a conceitos desconhecidos, mas as listas de ingredientes não são para serem lidas ou analisadas por quem não sabe o que está a ler. E quando me refiro a “quem não sabe o que está a ler”, incluo-me nesse grupo porque não sou cosmetologista nem formuladora, e as minúcias das fórmulas passam-me frequentemente ao lado. Utilizem apenas essas listas caso tenham uma alergia identificada a algum ingrediente.

     

    Alergias e toxicidade

     

    Falando de alergias, passemos a outro tópico frequentemente usado como argumento para optar por ingredientes naturais, que é o medo de desenvolver alergias ou de que os ingredientes sintéticos sejam tóxicos. Tal como já falámos no início, não há nada no nosso corpo que seja capaz de identificar uma substância como natural ou sintética, portanto os casos de alergias e toxicidade não vão estar minimamente relacionados com este factor.

    Se pensarem na natureza, alguns dos venenos mais potentes foram criados naturalmente, seja por plantas ou por animais. Conseguem encontrar arsénico no caroço de um pêssego e se comerem um peixe-balão mal preparado podem morrer no espaço de poucos minutos porque os vossos músculos deixam de trabalhar.

    Também no caso de alergias isto é uma questão comum, vejo por exemplo imensos pais a optarem por cosméticos naturais para os bebés com medo das alergias que eles poderão desenvolver. Em relação a isto, mais uma tabela:

    contact dermatitis plants.PNG

    Esta tabela foi retirada do artigo “Allergic contact dermatitis to plant extracts in patients with cosmetic dermatitis” e essencialmente lista alguns extractos de plantas que habitualmente são utilizados em cosméticos, citando se estão habitualmente associados a números significativos de dermatite de contacto (no fundo a uma reacção negativa exacerbada da pele ao cosmético após aplicação). Como podem verificar, a dermatite de contacto provocada por extractos naturais é uma situação comum, tal como acontece com ingredientes sintéticos.

    Além disso, podem ainda pensar no facto de, se cada extracto natural tiver uma média de 30 compostos, então aumenta-se exponencialmente a quantidade de substâncias a que uma pessoa pode ser alérgica, já para não falar no facto da composição dos óleos ser muito variável e portanto ser impossível garantir o que vai estar realmente lá no meio.

    Isto serve apenas para mostrar que não é pela origem que uma pessoa vai ser mais ou menos alérgica a um ingrediente. Claro que uma pessoa em particular pode ser alérgica a um sem-número de ingredientes sintéticos e dar-se habitualmente bem com ingredientes naturais, mas o contrário também acontece. O que não pode acontecer é a extrapolação de uma situação em que uma ou algumas pessoas verificaram que tinham mais tendência para fazer alergia a ingredientes sintéticos e achar que isso significa que os ingredientes naturais é que são seguros.

     

    Entrada de substâncias no nosso corpo

     

    Há uns tempos andava por aí a correr uma imagem em tudo o que era redes sociais que citava que qualquer substância que aplicássemos na nossa pele entrava na corrente sanguínea em 26 segundos. Ora, além disto de haver penetração de tudo em 26 segundos ser o sonho de todas as empresas de medicamentos, é também falso.

    Primeiro, porque a diferença entre um cosmético e um medicamento é que o medicamento atinge a corrente sanguínea e o cosmético não. Caso haja presença dos compostos na corrente sanguínea o produto é identificado como medicamento e segue os trâmites legais para ser ou não autorizado como tal. Nunca um cosmético atingirá a corrente sanguínea.

    Em segundo lugar, referi em cima que essa penetração na corrente sanguínea em 26 segundos era o sonho de qualquer empresa de medicamentos e é um facto. Porquê? Porque apesar de frequentemente a nossa pele ser descrita como uma esponja, ela de esponja não tem nada. Vamos voltar às nossas aulas de primária sobre a pele ser o nosso maior órgão e rever as principais funções da pele: barreira contra o meio externo, protecção contra traumas mecânicos, regulação da temperatura… (sim, eu pus reticências porque não me lembro de todas e vou provavelmente levar porrada da minha mãe, que é professora do 1.º ciclo). Mas vamos àquela que importa aqui, que é a de barreira contra o meio externo.

    A pele não é totalmente impermeável, mas também não deixa passar tudo o que lhe aparece pela frente. Para perceber isto, basta pensarmos em situações simples do dia a dia. Visualizem a água, que tem uma molécula com apenas dois átomos de hidrogénio e um de oxigénio (muito, muito mais pequena dos que as moléculas que vos mostrei em cima, portanto). Se a nossa pele fosse uma esponja, nós não precisávamos de beber água, bastava tomarmos banho e a água entrava assim, até porque a molécula é minúscula e passava bem através dela. Mas não, apesar de ficarmos um bocadinho armados em uvas-passa se ficarmos uma hora num banho de imersão, a água não nos matou a sede. Isto porque, apesar de contacto durante mais de uma hora com uma molécula minúscula, ela apenas conseguiu atravessar algumas das primeiras camadas e ficou-se por lá, daí o aspecto enrugado da pele.

    skinstruc_01.jpg

     

    Então para onde vão os cremes que colocamos na pele? Eles tentam atingir a maior profundidade possível dentro da pele e depois são removidos com a descamação natural da pele. Não entram no organismo nem em nenhum sistema de circulação de substâncias, o que significa que não atingem órgãos que não sejam a própria pele.

     

    Razões éticas

     

    Infelizmente, os cosméticos de origem natural não são necessariamente produtos mais éticos. E falar de ética é sempre complexo, porque as abordagens a este conceito vão muitas vezes de encontro a terminologias diferentes.

    Muitos vegans optam por cosméticos naturais para tentar evitar testes em animais ou ingredientes de origem animal. Contudo, ingredientes naturais podem ser de origem animal (a lanolina, por exemplo, vem das ovelhas) e a origem dos ingredientes não dita se foram ou não testados em animais.

    Também pode ser uma tentativa de abordagem contra as grandes empresas. Por outro lado, não só muitas empresas e grupos produzem cosméticos naturais porque é uma exigência do mercado, como muitas empresas pequenas que fazem estes produtos são compradas ou parcialmente compradas por grandes multinacionais. Por outro lado, grandes empresas frequentemente já têm muitos programas éticos, ecológicos e de comércio justo estabelecidos e em pleno funcionamento.

     

    Conclusão

     

    Escolher produtos apenas com ingredientes naturais é uma opção válida, contudo convém fazer uma escolha informada e não apenas baseada em medos infundados e informações erradas. E, como sempre, escolher um cosmético “porque gosto dele” é sempre uma boa razão.

  • Review: Isdin Woman Isdin Antiestrias

    Review: Isdin Woman Isdin Antiestrias

    woman-isdin-antiestrias.jpg

     

    Tipo de produto: hidratante de corpo

    Função: prevenção de estrias

    Ingredientes principais: centelha asiática, rosa mosqueta, manteiga de shorea

    Quando usar: manhã e noite

    Textura: creme

    Embalagem: tubo

    Quantidade: 250ml

    Preço: 35€

    Onde comprar: farmácias, Care to Beauty (não é link de afiliado, contudo podem usar o código de afiliado ANA5 para terem 5% de desconto na Care to Beauty)

     

    Neste momento estou a visualizar as minhas colegas de trabalho a levarem as mãos à cabeça e dizerem que sou maluca, porque hoje é literalmente o primeiro dia em que estou de baixa em casa e ainda de manhã estive no centro de saúde para me passarem a baixa e depois no escritório. Sim, meninas, já escrevi um post e ainda só vou em cerca de 4h de baixa. Não, eu não consigo estar quieta e sossegada, mas isso não é novidade para ninguém.

     

    Bem, passemos ao que interessa, a review do produto. Primeiro que tudo, há que referir que este é o novo nome de um produto Isdin que existia já há largos anos, o Velastisa Antiestrias. E se existe um Guiness Book para mudanças parvas de nome, aposto que este produto está lá registado nas primeiras páginas. Mas se antigamente usavam e gostavam do Velastisa, então podem ir sem problemas para esta nova apresentação, porque a fórmula manteve-se.

     

    Em relação ao produto propriamente dito, sempre foi este o produto que recomendei a todas as “minhas” grávidas e o feedback que tinha delas foi sempre, sempre muito positivo. Quando soube que estava grávida, comprei imediatamente duas embalagens, mas confesso que a minha esperança estava bastante em baixo. Há pessoas que têm tendência para ter estrias, e eu sou uma delas. Tenho uma linda colecção nas coxas que se assemelham ao mapa das estradas de Portugal, outras tantas espalhadas por sítios giros como os braços, mamas e atrás dos joelhos. Avancemos para os meus actuais 8 meses de gravidez e o meu estado de pessoa redonda. Barriga e coxas sem estrias novas. Nem uma. É certo e sabido que eu ando a aplicar quantidades generosas do hidratante à noite, em parte porque não quero estrias, em parte porque sei que de manhã não vai acontecer, mas não há estrias novas.

     

    O creme em si tem uma textura mesmo muito agradável, um aroma muito suave e nada incomodativo e a absorção é bastante rápida a menos que “tomem banho nele” como eu fiz. Gostei particularmente do facto da textura cremosa facilitar muito a massagem, mas não ficar com um filme chato na pele que depois faz com que vestir roupa se torne desagradável ou difícil (e uma pessoa grávida já tem dificuldades suficientes ao tentar vestir-se, obrigada).

     

    Apesar de saber que o preço é puxado, também sei que muitos outros anti-estrias não têm este nível de eficácia, portanto havendo a possibilidade de pagar por este produto, é sem dúvida nenhuma a minha recomendação.