Ácido hialurónico – o que é e quem deve usar

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Quando perguntei quais os ingredientes dos quais tinham ouvido falar e de que tinham medo, algumas pessoas indicaram-me o ácido hialurónico. Na altura fiquei surpresa e perguntei por que tinham medo do ácido hialurónico e responderam-me que se perdiam no meio de tantos ácidos. A verdade é que, estando há tanto tempo na área da saúde, por vezes esqueço-me que quem não tem conhecimentos na área da química não tem obrigação nenhuma de saber certos aspectos da dermocosmética, como por exemplo que lá por um ingrediente se chamar “ácido X” não quer dizer que vá ser agressivo para a pele. Mas é um facto, quem vê ácido hialurónico, vê ali a palavra ácido, por isso vamos lá explorar este ingrediente que não tem nada a ver com o que muita gente acha que ele é.

 

 

O ácido hialurónico é um glucosaminoglicano que faz parte do complexo NMF (natural moisturizing factors) na pele. Ou seja, é uma substância que está naturalmente presente na pele, que é produzida pelo nosso organismo e tem como função manter os níveis óptimos de hidratação da pele. Pelas suas características, o ácido hialurónico consegue reter até mil vezes o seu peso em água, o que significa que é um componente muito importante no que diz respeito a reter água na pele para que não ocorra desidratação. E é esta a sua função principal: hidratar a pele. Então, mas se a pele já produz ácido hialurónico, por que é que temos de lhe dar mais? Porque com o avançar da idade a produção é cada vez menor.

 

Esta sua função de hidratação torna-o no primeiro passo para um efeito anti-envelhecimento – uma pele desidratada forma rugas com muito mais facilidade, por isso manter os níveis óptimos de hidratação é uma das questões mais importantes nos protocolos anti-envelhecimento. Além disso, o ácido hialurónico tem tendência a potenciar o efeito de outros ingredientes, daí ser usado em conjunto com a maioria dos restantes activos anti-envelhecimento, além de também ter alguma actividade como anti-oxidante.

 

Por ser produzido naturalmente pela pele, a tolerância a este ingrediente é excelente, devendo ser usado por todas as pessoas – não há qualquer desvantagem em utilizar ácido hialurónico e, caso tenham feito alergia a algum produto que o contenha, fiquem certos de que não terá sido ao ácido hialurónico, mas sim a outro ingrediente na fórmula.

 

Chama-se ácido? Chama, mas não tem propriedades exfoliantes de qualquer espécie, uma vez que é um ácido fraco, portanto deve ser desagrupado dos restantes ácido que geralmente fazem parte das fórmulas e têm como função fazer um efeito peeling.

 

O ácido hialurónico pode ser encontrado também sob a forma de hialuronato de sódio ou sódio acetil hialuronato, além de estar disponível no mercado em 3 tipos de apresentação (cadeia longa para hidratação superficial, cadeia curta para uma acção mais profunda e nano encapsulado para chegar às camadas inferiores da pele), sendo que o ideal é uma combinação dos 3.

 

Para uma lista de produtos com ácido hialurónico, podem espreitar esta: Produtos para peles desidratadas

Comments

11 responses to “Ácido hialurónico – o que é e quem deve usar”

  1. Ana Lisboa Avatar

    Já cheguei a ler que no tempo seco não convem usar o acido hialuronico, pois em vez de “apanhar” a humidade do ar e “segura-la” na pele, pode fazer o contrário. é verdade?

  2. Carla Avatar
    Carla

    Tenho a pele normal a mista mas com tendência a estar sempre desidratada, por isso, adoro ácido hialurónico. Estou, neste momento, a usar o da The Ordinary. Primeiro humedeço a pele com água termal e depois aplico o sérum. Não costumo usar o sérum na área dos olhos. Sabe se pode ser usado ou devo procurar um produto mais especifico para esta área. Conheces algum? Obrigada.

  3. P. P. Avatar
    P. P.

    Parabéns pelo texto e informações.

  4. Paula Campos Avatar
    Paula Campos

    Tenho a pele sensível,com que tipo de ácido posso fazer exfoliação. A conselheira da sesderma aconselhou-me o creme gel forte acglicolic. Pelas duas vezes que usei(amostra), não fez reação alérgica? Também ouvi falar do ácido mandélico e ácido láctico. Serão mais aconselháveis? A minha pele é mista com tendência a seca e tem pouca rosácea, mas aí eu não coloco exfoliante. Obrigada! Também ouvi falzr muito bem do pixi glow tonic e do doux exfoliant da Clarins!!!!!! Tanta coisa, tanta informação, tanta dúvida! 🙂

  5. Ana Alexandre Oliveira Avatar

    Pode ser usado na área do contorno dos olhos, sim 🙂 de qualquer forma recomendo sempre que se use um creme de olhos desde que haja orçamento para tal (há por aqui posts sobre o assunto, é só dar uma vista de olhos)

  6. Ana Alexandre Oliveira Avatar

    Nunca li nenhum estudo científico sobre isso nem me faz grande sentido, por isso diria que é mito urbano.

  7. Ana Alexandre Oliveira Avatar

    Tenho sempre mais tendência para recomendar o Mandelac da Sesderma do que o AcGlicolic (e iria para o Classic normal e não o Forte em caso de pele sensível).

  8. Ana Moreno Avatar
    Ana Moreno

    Olá Ana 🙂
    Haverá problema em usar à noite o Oxygen-Peel da Filorga e o serúm da Estee Lauder (Advanced Night Repair) e de manhã o Ascorbyl Glucoside Solution 12% da The Ordinary? Mil obrigados!!!

  9. Ana Alexandre Oliveira Avatar

    Olá Ana.
    Em princípio não, se a pele for resistente. Se tiver alguma tendência para a sensibilidade poderá ser demais para a pele.
    Um beijinho

  10. Ana Moreno Avatar
    Ana Moreno

    Ok, então vou usar alternadamente o oxigen peel e a vit.C. Obrigada, beijinhos!

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