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  • Review: Kiehl’s Powerful-Strength Line-Reducing Concentrate

     

    Tipo de produto: creme fluido

    Função: hidratante e antienvelhecimento

    Ingredientes principais: vitamina C (10.5%)

    Quando usar: manhã, após o sérum

    Textura: creme fluido siliconado

    Embalagem: frasco de plástico com doseador

    Quantidade: 50ml

    Preço: 57€

    Onde comprar: lojas Kiehl’s (incluindo loja online)

     

    Depois de andar anos a namorar este produto à distância, foi com muito entusiasmo que recebi a encomenda. A Kiehl’s deu-me a hipótese de experimentar alguns produtos à minha escolha e para mim foi muito fácil escolher este como um dos essenciais a testar. Quem também segue a Ruth Crilly do A Model Recommends estará farto de ver este produto por lá, e quando uma pessoa que experimenta todos os produtos do mundo selecciona sempre este como o seu gold standard de produtos com Vitamina C, a consequência é eu querer muito experimentar. Acrescentem a isso o vosso entusiasmo com a marca nos comentários e IG/FB e têm a receita para expectativas muito altas da minha parte. Sabem quando gostam tanto de um produto que chegam a ter medo de sair desiludidas? Este era um desses casos, mas posso dizer que decididamente não saí desta experiência desiludida.

     

    Vamos então ao produto propriamente dito… este é um creme ideal para aplicar de manhã, pois a Vitamina C terá uma função antioxidante ao longo do dia. Este é também um produto siliconado e, embora eu não seja fã deste tipo de texturas, torna-o perfeito como base de maquilhagem e dispensa o primer na maioria das ocasiões. Não me tornou a pele muito mais oleosa, mas notei que tenho de ter cuidado na zona da testa, pois se aplicar mais produto acabo por notar ao fim do dia que a testa está consideravelmente mais oleosa. Portanto, nota de rodapé: é capaz de não ser ideal para peles oleosas. Em termos de resultados, notei que ao fim de algum tempo a pele estava claramente mais luminosa e uniforme e algumas das linhas finas pareciam ter reduzido bastante.

     

    Há que dar também algum contexto: 10% de Vitamina C é uma concentração intermédia e a minha pele, embora não seja sensível, tem tendência a reagir mal a concentrações interessantes deste activo. Cheguei mesmo a hesitar mandar vir este produto, porque se reagisse mal seria um desperdício mesmo muito grande. Contudo, para minha surpresa, nunca tive qualquer problema com ele (a própria embalagem refere que é normal ter uma sensação temporária de calor no rosto no momento da aplicação, mas nem isso senti). Gosto bastante que a embalagem seja escura e com pump, o que permite uma maior durabilidade da fórmula.

     

    O preço é puxado, mas acho que o produto tem uma boa relação qualidade/preço (e há que ter em conta que tem 50ml, o que faz com que dure muito, principalmente dado que a sua facilidade de espalhar faz com que se use pouca quantidade de cada vez). Para quem tem a possibilidade monetária de o adquirir, é mesmo uma opção eficaz.

     

    *produto cedido pela marca 

  • Máscaras – recomendações

    Máscaras – recomendações

    Depois de ter escrito sobre os vários tipos de máscaras que existem, tinha ficado prometido o post com as recomendações. Tentei juntar vários tipos de marcas e vários tipos de máscaras num só post, mas tenham em atenção que não estou a dizer que estas são as únicas boas no mercado – o mercado é absolutamente gigante e existem milhentas opções. Para referência, as marcas mencionadas podem ser encontradas em farmácia/parafarmácia, Sephora, Primor e lojas das próprias marcas (em caso de dúvida com alguma delas, perguntem).

    Tentei incluir pelo menos uma sheet/rubber mask por categoria, já que esta é a minha última obsessão, mas há que ter em conta que esta opção é mais cara e portanto não acessível a todas as carteiras.

    Não tenho experiência pessoal com todas estas máscaras, mas tentei ao máximo incluir as que experimentei e de que gostei e outras que tenho bom feedback.

    mascaras1.PNG

    Hidratante:

    SkinCeuticals Hydrating B5 Masque 

    Dr. Jart+ Rubber Mask Hydration Lover

    La Roche-Posay Hydraphase Intense Masque [comprar]

    Nuxe Creme Fraiche de Beaute Masque [comprar]

     

    Limpeza e esfoliante:

    Esthederm L’Osmoclean Creme Douce Desincrustante

    Cattier Masque Argile Vert

    Oh K! Bubble Sheet Mask

    Youth Lab. Cleansing Radiance Mask

    BiRetix Mask

    Salises Astringent Mask [comprar]

     

    Luminosidade:

    Dr. Jart+ Brightening Solution

    Sesderma C-Vit Radiance Mask

    Kiehl’s Turmeric&Cranberry Seed Energizing Radiance Mask 

    mascaras2.PNG

    Anti-envelhecimento:

    ISDIN Maskream Antiaging

    Sesderma Daeses Mask [comprar]

    Dr. Jart+ Rubber Mask Firm Lover

     

    Calmante:

    Oh K! Cucumber Sheet Mask

    Uriage Roseliane Masque [comprar]

    Bioderma Sensibio Mask [comprar]

     

    Anti-manchas:

    Mesoestetic Ultimate W+ Mask 

    Nuxe Splendieuse Masque [comprar]

    Tony Moly Rice Face Mask Sheet

    mascaras3.PNG

    Contorno de olhos: 

    Oh K! Ginseng and Eucalyptus Under Eye Mask

    Esthederm Lift&Repair Eye Contour Patches 

    Oh K! Panda Eyes

    Sesderma C-Vit Eye Contour Patches

     

    Lábios:

     

    Sephora Shea Lip Mask

    MartiDerm Black Diamond Ionto-Filler Lip Contour

     

    Nutritiva:

    Oh K! Avocado Sheet Mask

    Tony Moly I’m Real Avocado Sheet Mask

    Youth Lab. Thirst Relief Mask

    Mesoestetic Hydra Vital Face Mask 

     

    *este post contém links afiliados

  • Review: Cicabio Creme da Bioderma

    Review: Cicabio Creme da Bioderma

     

    Tipo de produto: creme

    Função: reparador, calmante

    Ingredientes principais: Antalgicine, cobre, zinco, centelha asiática

    Quando usar: em SOS como reparador

    Embalagem: tubo

    Quantidade: 40/100ml

    Preço: 9/14€

    Onde comprar: farmácias, Care to Beauty (não é link de afiliado, contudo podem usar o código de afiliado ANA5 para terem 5% de desconto na Care to Beauty)

     

    Imaginem que a Bioderma vos dizia “escolhe o teu produto favorito e enviamos-te uma unidade” – bem, foi o que aconteceu como apoio à nossa comemoração do Dia do Blogue aqui no Porto. E uma pessoa normal pensaria logo em mandar vir a água micelar preferida ou a máscara da Sensibio (dois produtos que eu adoro e que passo a vida a recomendar). Eu não, eu escolhi o Cicabio Creme – e explico-vos porquê. Imaginem que têm todo um arsenal de cosméticos em casa (eu), mas que não gostam de viajar com muitos cremes atrás (eu) e por muita viagem que façam e muito creme que conheçam, escolhem sempre o mesmo creme para ir convosco de viagem para servir como um SOS anti-tudo-o-que-possa-correr-mal (eu). Esse creme é o Cicabio Creme, para mim.

     

    Para todos os efeitos, o Cicabio é um creme bastante normal – é um creme reparador. Só que a diferença deste creme reparador para os outros todos é que a fórmula é mesmo, mesmo boa, o que faz com que ele funcione mesmo. Para terem noção, é possível usar como cuidado pós tatuagem, para ajudar a cicatrizar feridas, para pele queimada (seja escaldão ou queimadura por outro motivo qualquer), assaduras e outras tantas maleitas que impliquem uma necessidade de reparação.

     

    A fórmula é muito simples, mas muito eficaz, tendo uma patente que ajuda a diminuir a comichão e a dor (não queiram comparar a um analgésico, mas realmente ajuda) e vários activos reparadores. A textura é em creme, o que permite uma boa espalhabilidade e evita o efeito esbranquiçado de alguns reparadores. Essencialmente, este é o tipo de creme que querem ter sempre por perto e é isso que me faz usá-lo com frequência e levá-lo comigo em todas as viagens. Eu sei que a Bioderma tem uma série de produtos entusiasmantes e havia muito por onde escolher, mas se eu escolhi este, acreditem, vale mesmo a pena.

     

    * produto fornecido pela marca

  • Máscaras – funções, tipos de máscaras e como usar

    Tenho ideia de alguém me ter pedido informação sobre máscaras há já algum tempo, por isso aqui fica um post com alguma informação sobre máscaras, como por exemplo que tipos de máscaras existem no mercado e os vários métodos de utilização. Em breve faço um post com recomendações de máscaras para vários problemas diferentes.

     

    O que são máscaras?

    As máscaras são tratamentos intensivos que devem ser aplicados 1-2x por semana de forma a suprir necessidades extra da pele.

     

    Funções das máscaras

    Na verdade as funções das máscaras são essencialmente cobrir todas as coisas que uma pessoa procura numa pele saudável. Tal como os restantes produtos de cuidados de rosto, podemos encontrar uma infinidade de funções nas máscaras, nomeadamente: hidratação (pele desidratada), nutrição (pele seca), anti-envelhecimento (refirmantes, antioxidantes, anti-rugas), limpeza (geralmente para pele oleosa, mas pode ser aplicada a qualquer tipo de pele), calmante (pele hiperreactiva, escaldões), esfoliante (pele com textura irregular), luminosidade (tez baça) e branqueadora (para manchas).

     

    Tipos de máscaras

    – Máscaras que podem ficar no rosto – estas máscaras servem geralmente como tratamento intensivo de noite, substituindo o creme de noite. Geralmente aconselha-se que sejam aplicadas no rosto em camada fina, deixando actuar durante um tempo pré-determinado, sendo que após esse tempo deve remover-se o excesso de máscara com um disco de algodão, deixando a restante máscara a actuar durante a noite. Estas máscaras são geralmente as hidratantes, nutritivas, calmantes ou anti-envelhecimento.

    – Máscaras para remover após um período de tempo – existem várias apresentações destas máscaras (sendo que as impregnadas no fundo são um subtipo destas máscaras, mas achei melhor separá-las). Exemplos destas máscaras são, por exemplo, as de argila (como a de argila verde que seca e deve ser depois removida com água), as peel-off (que criam uma película que deve ser removida após a actuação) e outras máscaras, principalmente de limpeza e esfoliação.

    – Máscaras impregnadas – sheet maks e rubber masks são as versões mais conhecidas deste tipo de máscara, em que um material é impregnado com a fórmula e só tem de ser adaptado ao rosto (sheet masks) ou a pessoa tem de aplicar o sérum previamente e depois adaptar a máscara (rubber masks), deixando actuar pelo período de tempo indicado que pode ir de 5 minutos a meia hora ou mais. De seguida, dependendo da máscara, pode ser aconselhado massajar o produto restante no rosto para que seja absorvido ou 

    – Patches de olhos ou lábios – são um subtipo das máscaras impregnadas, mas cuja área de actuação é o contorno de olhos ou lábios.

     

    Como usar as máscaras?

    Caso tenham apenas uma máscara, é fácil: sigam as instruções da máscara. Geralmente implica a sua aplicação em pele limpa e evitando o contorno dos olhos e lábios – sendo que a aplicação pode ser feita directamente com os dedos ou com um pincel (ou, no caso de sheet/rubber masks, apenas há que adaptar a máscara aos contornos do rosto).

    Contudo, se forem como a consumidora habitual de dermocosmética que facilmente tem 2 ou 3 máscaras diferentes, então há que saber conjugá-las.

    – Alternar máscaras – usar as máscaras de forma alternada, por exemplo usar cada uma delas uma vez por semana, mas em dias diferentes. Este tipo de método é o ideal quando se usam máscaras com o mesmo propósito ou que sejam mais fortes/concentradas de forma a não sobrecarregar a pele no mesmo dia.

    – Multimasking – utilizar, numa só aplicação, várias máscaras diferentes consoante as necessidades das zonas do rosto. Por exemplo, usar uma máscara de limpeza na zona T e uma hidratante nas maçãs do rosto.

    – Aplicar faseadamente – aplicar primeiro uma máscara, remover e de seguida aplicar outra. Ideal quando as máscaras podem potenciar o efeito umas das outras, por exemplo usar uma máscara esfoliante e de seguida uma hidratante.

     

    *nota de pessoa com mau feitio: apesar de poder parecer pelo Instagram, usar risquinhos de máscaras coloridas para parecer um índio não é uma forma de utilização válida ou útil, só serve mesmo para fotos do Instagram e para gastar produto

  • Ácido hialurónico – o que é e quem deve usar

    Ácido hialurónico – o que é e quem deve usar

    Quando perguntei quais os ingredientes dos quais tinham ouvido falar e de que tinham medo, algumas pessoas indicaram-me o ácido hialurónico. Na altura fiquei surpresa e perguntei por que tinham medo do ácido hialurónico e responderam-me que se perdiam no meio de tantos ácidos. A verdade é que, estando há tanto tempo na área da saúde, por vezes esqueço-me que quem não tem conhecimentos na área da química não tem obrigação nenhuma de saber certos aspectos da dermocosmética, como por exemplo que lá por um ingrediente se chamar “ácido X” não quer dizer que vá ser agressivo para a pele. Mas é um facto, quem vê ácido hialurónico, vê ali a palavra ácido, por isso vamos lá explorar este ingrediente que não tem nada a ver com o que muita gente acha que ele é.

     

     

    O ácido hialurónico é um glucosaminoglicano que faz parte do complexo NMF (natural moisturizing factors) na pele. Ou seja, é uma substância que está naturalmente presente na pele, que é produzida pelo nosso organismo e tem como função manter os níveis óptimos de hidratação da pele. Pelas suas características, o ácido hialurónico consegue reter até mil vezes o seu peso em água, o que significa que é um componente muito importante no que diz respeito a reter água na pele para que não ocorra desidratação. E é esta a sua função principal: hidratar a pele. Então, mas se a pele já produz ácido hialurónico, por que é que temos de lhe dar mais? Porque com o avançar da idade a produção é cada vez menor.

     

    Esta sua função de hidratação torna-o no primeiro passo para um efeito anti-envelhecimento – uma pele desidratada forma rugas com muito mais facilidade, por isso manter os níveis óptimos de hidratação é uma das questões mais importantes nos protocolos anti-envelhecimento. Além disso, o ácido hialurónico tem tendência a potenciar o efeito de outros ingredientes, daí ser usado em conjunto com a maioria dos restantes activos anti-envelhecimento, além de também ter alguma actividade como anti-oxidante.

     

    Por ser produzido naturalmente pela pele, a tolerância a este ingrediente é excelente, devendo ser usado por todas as pessoas – não há qualquer desvantagem em utilizar ácido hialurónico e, caso tenham feito alergia a algum produto que o contenha, fiquem certos de que não terá sido ao ácido hialurónico, mas sim a outro ingrediente na fórmula.

     

    Chama-se ácido? Chama, mas não tem propriedades exfoliantes de qualquer espécie, uma vez que é um ácido fraco, portanto deve ser desagrupado dos restantes ácido que geralmente fazem parte das fórmulas e têm como função fazer um efeito peeling.

     

    O ácido hialurónico pode ser encontrado também sob a forma de hialuronato de sódio ou sódio acetil hialuronato, além de estar disponível no mercado em 3 tipos de apresentação (cadeia longa para hidratação superficial, cadeia curta para uma acção mais profunda e nano encapsulado para chegar às camadas inferiores da pele), sendo que o ideal é uma combinação dos 3.

     

    Para uma lista de produtos com ácido hialurónico, podem espreitar esta: Produtos para peles desidratadas

  • Marketing em dermocosmética – como ler além do que nos é dito

    Este post estava há muito para ser escrito porque o marketing em dermocosmética é algo que está muito, muito enterrado em declarações falsas e (propositadamente) passíveis de serem mal interpretadas. Se querem ver-me furiosa e a entrar em rant automaticamente é só porem-me a assistir ao intervalo de programas cujo público-alvo são mulheres adultas… só me falta começar a gritar para a televisão. Mas isto sou eu, que já tenho os meus filtros ligados e estudo esta área há alguns anos. O meu problema era sempre como é que vos explicava aquilo a que devem estar atentos quando vêem um anúncio sobre dermocosmética.

    Para perceberem o impacto de afirmações falsas em dermocosmética, um estudo japonês de 2015 concluiu que nas revistas de maior tiragem no país durante o mês de Abril, apenas 18% das afirmações feitas nos anúncios eram verdadeiras (podem encontrar o artigo aqui). Nesse artigo encontrei uma tabela de classificação de afirmações em dermocosmética e decidi utilizá-la (juntamente com outra classificação que podem encontrar neste artigo) para vos explicar como podem e devem aplicar filtros àquilo que lêem e ouvem em dermocosmética. Irão reparar que uso muitos exemplos de cosméticos anti-envelhecimento, pois é principalmente nesta área que se vêem as afirmações mais estrambólicas.

     

    Avaliações clínicas/científicas

    Exemplos: “dermatologicamente testado”, “redução de 20% na profundidade das rugas”

    Como pode correr bem: estudos bem feitos são um óptimo indicador (é assim que a ciência avança). Os melhores são dados de estudos avaliados por critérios concretos (profundidade das rugas medida através de parâmetros concretos como a profundidade ou extensão, por exemplo).

    Potenciais problemas: 

    Há que saber interpretar estudos. Um estudo científico avalia dados concretos e não sensações (essa questão está mais abaixo), mas mesmo os que avaliam dados concretos podem ter problemas. O estudo foi efectuado in vivo (em pessoas) ou in vitro (em laboratório, num tecido ou células)? Porque se um ingrediente estimula a síntese de colagénio em células individualizadas, não significa que o vá fazer na pele de uma pessoa. Os critérios que foram utilizados para a avaliação são objectivos (mensuráveis) ou subjectivos? Qual o tamanho da amostra utilizada e quais as características dos indivíduos? Porque é diferente pegar em 20 pessoas ou pegar em 1000 (especialmente porque é fácil encontrar 20 pessoas que não usem creme nenhum e melhorem imenso as características estudadas só porque passaram de usar nada para usar um creme razoável).

     

    Fórmula

    Exemplos: “com ácido glicólico”, “apenas 9 ingredientes”, “hipoalergénico”

    Como pode correr bem: alguns ingredientes são claramente reconhecidos por serem eficazes e são um bom indicador de que aquele produto se aproxima do que se procura.

    Potenciais problemas: 

    Existe uma expressão inglesa para ingredientes que são incluídos na fórmula só para o marketing poder dizer que eles estão lá, “claim ingredients”. Isto é um problema porque, tal como nos medicamentos, nos cremes a percentagem interessa (tentem curar uma dor de cabeça com 5mg de paracetamol em vez dos 1000mg e percebem aquilo de que estou a falar). Um dos ingredientes que está constantemente a ser atirado para fórmulas em doses ineficazes é o ácido glicólico, pois ele apenas é eficaz em concentrações superiores a 4%. Contudo, muitas empresas incluem ácido glicólico na fórmula em concentrações muito abaixo só para dizer que o ingrediente está lá, quando na verdade não tem qualquer função no produto.

     

    Superioridade

    Exemplos: “o produto com mais ácido hialurónico”, “anti-envelhecimento #1 em França”, “prémio da revista Y para melhor anti-rugas”

    Como pode correr bem: dependendo da superioridade citada, pode-se ter em conta como um bom critério. Prémios atribuídos por entidades/pessoas em quem se confia também.

    Potenciais problemas: 

    Número de vendas não significa qualidade, prémios atribuídos por pessoas não é indicador de que são realmente os melhores (muitas das vezes os prémios são atribuídos porque as pessoas conhecem alguns e não os outros).

    Uma questão que me deixa profundamente irritada é a questão do “o produto com mais X”. Ok, é o produto com mais daquele ingrediente, mas qual foi a amostra que usaram para essa afirmação? O creme com mais X de todos os produtos do mundo (spoiler: nope), o creme com mais X que se vende no país (spoiler: nope), ou o creme com mais X do conjunto de cremes que eles decidiram pegar porque dava jeito? 

     

    Avaliação subjectiva

    Exemplos: “a pele parece mais radiante”, “80% sente a pele mais hidratada”, “alisa opticamente os sinais de envelhecimento”

    Como pode correr bem: as sensações são muito importantes num cosmético, já que a pessoa geralmente precisa de sentir o tratamento a funcionar e estes são bons indicadores

    Potenciais problemas: 

    Parecer uma coisa não é o mesmo que ser ou estar essa coisa. A pele parecer mais lisa apenas pode significar que há um ingrediente que preenche os sulcos da pele e ao toque a pele está mais lisa (que é para o que servem os silicones nas fórmulas). Muitos produtos apresentam pseudo estudos em que as pessoas tiveram apenas uma avaliação subjectiva dos resultados e não uma medição real dos resultados – quando se participa num estudo há sempre expectativas e essas muitas vezes dão a ilusão de resultados. Uma pessoa dizer que sente a pele mais hidratada não significa que a pele esteja realmente mais hidratada, mas sim que ela acha que está.

    Outro grande problema são as palavras utilizadas. “Opticamente” é provavelmente a minha preferida, já que significa que esse resultado é apenas um truque visual e não um resultado que esteja mesmo a ser obtido através de diferenças na pele.

     

    Recomendação/apoio

    Exemplos: “recomendado por 9 em cada 10 dermatologistas”, “a figura pública X usa e adora”

    Como pode correr bem: indicações são sempre bem vindas e saber que tipo de aprovação uma marca procura é um bom indicador do tipo de consumidor a que quer chegar.

    Potenciais problemas:

    Como foram obtidos esses dados e qual a amostra tida em conta para fazer essa afirmação? Pegar em 10 pessoas para obter estes dados não é o mesmo que pegar em 1000 (e a forma como são seleccionados também interessa). Se um dermatologista for confrontado com a pergunta “recomenda o produto X, sim ou não?” é diferente de ser confrontado com a pergunta “no caso da patologia/situação Y recomenda o produto X como primeira linha na abordagem?”. A primeira situação abre hipóteses a que alguém que recomenda aquele como também recomenda outros 9 produtos de outras marcas e até tem melhor feedback de outros produtos responda sim na mesma (porque é verdade, recomenda, só não é o melhor na opinião dele)… e adivinhem qual é a versão que usam sempre quando querem obter estes dados.

    Por outro lado, figuras públicas são pessoas sem formação na área e a opinião dela não é superior nem inferior à opinião da nossa vizinha Maria que comprou o creme e gostou dele. Figuras públicas podem usar o creme X porque alguem lhes deu e adoram, não significa que tenham feito uma extensa pesquisa sobre qual o melhor creme.

     

    Ambiental/cultural

    Exemplos: “não testado em animais”, “ingredientes 100% naturais”, “orgânico”

    Como pode correr bem: são indicadores de características procuradas pelos clientes e podem ajudar a orientar o consumidor na sua pesquisa pelo produto que vai ao encontro dos seus desejos. São particularmente indicados quando são suportados por algum tipo de organização que produz certificação do produto/marca.

    Potenciais problemas: 

    A maior parte destas afirmações não está regulamentada, por isso convém procurar bem a fundamentação destas indicações antes de comprar por acreditar – a melhor forma é investigar instituições que acreditem e procurar o logo nas embalagens dos produtos.

  • Review: The Body Shop Drops of Youth Liquid Peel

    Tipo de produto: esfoliante
    Função: remover células mortas à superfície da pele
    Ingredientes principais: carbómero, glicerina
    Quando usar: 2-3x/semana
    Embalagem: plástico com doseador
    Quantidade: 145ml
    Preço: 19€
    Onde comprar: lojas The Body Shop

     

    Primeiro que tudo há que fazer um disclaimer (e quem me segue no Facebook já sabe do que falo, mas não têm obrigação de me seguir por lá): este produto foi recebido ao abrigo de uma parceria que já não existe. Batalhei muito comigo mesma sobre se colocava ou não esta review no ar porque não é positiva e não quero passar a ideia de que agora que terminaram a parceria comigo, é tudo mau. Isto não é ressabiamento de forma nenhuma e foram as leitoras que acabaram por me convencer a publicar isto porque acreditam que as reviews aqui são imparciais. São e continuarão a ser, obrigada pelo voto de confiança a quem se manifestou nesta questão. Vamos então à review…

     

    Este seria um produto com o qual eu não teria grandes problemas caso tivesse outro nome e fosse apresentado de outra forma. Porque o grande problema do produto não é o produto em si, que até tem uma fórmula engraçada e oferece uma alternativa interessante, mas não consigo suportar o facto de estar a ser comercializado como algo que definitivamente não é. Portanto vamos primeiro ver a forma como é comercializado… o produto chama-se “liquid peel”, o que faz associar imediatamente a peelings líquidos (geralmente com ácidos em concentrações eficazes numa apresentação líquida que deve ser aplicada com um disco de algodão). Na descrição do produto podemos ler que “88% das mulheres que testaram sentiram imediatamente que as células mortas foram removidas”. Atenção, não diz que as células mortas são eliminadas, mas sim que as pessoas que testaram acharam que sim. E isto é o grande problema deste produto, porque vive de criar uma ilusão que, quem não percebe de dermocosmética, acha que é verdade.

     

    Então vamos àquilo que este produto realmente é para perceberem onde quero chegar com isto das ilusões. O primeiro aspecto a ter em conta é que a fórmula deste produto não contém qualquer ingrediente com acção esfoliante química. Supostamente este produto deve ser espalhado no rosto com uma massagem e deve continuar a ser massajado até que apareçam resíduos. Aquilo que ele faz é um processo muito simples: a fórmula contém agentes viscosos e uma quantidade bastante elevada de álcool. Ao espalhar o produto na pele, o álcool evapora e o resto dos ingredientes acaba por formar uma espécie de película que, com o facto da pele estar a ser massajada, acaba por esfarelar e esfolia suavemente a pele de forma mecânica.

     

    A base aquosa do produto permanece lá, dando o aspecto de que o produto é apenas aquele líquido líquido, e surgem uns “farelos” brancos e acinzentados (da sujidade que agarraram). Contudo, qual é a mensagem que se está a propagar? Que aqueles resíduos que surgem são pele morta que está a sair por causa do “peeling”. Gente, se a pele morta saísse com essa velocidade e em pedaços, vocês estavam no consultório de um dermatologista a fazer um peeling de grau médico e não em casa a fazer uma esfoliação que nem vermelhas vos deixa. E é precisamente aqui que está o problema: comercializar um produto com um nome que indica um tipo de acção e ter um método de acção que mimetiza essa falsa acção é estar a aproveitar a falta de conhecimento de quem compra os produtos.

     

    Dito isto, este não é o único produto com a mesma técnica, pois ainda ontem falaram-me de outro com as mesmas características (que acabou por ser o que despoletou o surgimento deste post). Por favor, desconfiem sempre das coisas, se vos parecer bom demais é porque provavelmente é. Um peeling que não vos deixa sequer vermelhos mas tira camadas de pele morta não é algo que exista (pelo menos por enquanto).

  • Mitos – os parabenos provocam cancro

    Mitos – os parabenos provocam cancro

    Começamos já a questão principal pelo título. A questão de “os parabenos provocam cancro da mama” é mito. Podia dizer “ponto final e acabou a conversa”, mas vocês não têm de acreditar na minha palavra só porque sim. Portanto vamos lá passo a passo deslindar o que se passa com esta coisa toda dos parabenos.

    O que são os parabenos?

    Em dermocosmética os parabenos são o grupo de conservantes mais usados e com maior eficácia. Isto significa que são usados nas fórmulas para evitar/atrasar o crescimento de fungos e bactérias, por forma a que os produtos possam ser usados durante mais tempo sem contaminações.

    São moléculas de grandes dimensões que mal atravessam a barreira da pele (vejam este post para saberem mais sobre este tema), que têm uma eficácia acima da média, praticamente não provocam alergias e têm um perfil de segurança muito acima da média. Isto significa que eram usados em praticamente todos os cosméticos no início dos anos 2000 – fixem este dado, é relevante.

    Outro aspecto relevante é que os parabenos são derivados de uma substância que ocorre naturalmente numa grande quantidade de alimentos que ingerimos, o que significa que, se temos parabenos dentro do nosso organismo, o mais certo é que tenham vindo da alimentação e não dos cosméticos que usamos.

     

    Como surgiu o estudo que indica que os parabenos provocam cancro da mama?

    A primeira coisa a ter em conta aqui é que desde o estudo até aos grupos de Facebook, as informações são alteradas muitas vezes. O estudo que originou toda esta polémica indicou que tinham encontrado parabenos em tecido cancerígeno (“Concentrations of parabens in human breast tumours.”, 2004, link aqui). Ora portanto nunca ninguém disse num estudo científico que os parabenos causavam cancro da mama, por mais que as pessoas no vosso facebook e blogues de vida saudável jurem que sim.

    Portanto surgiu ali uma teoria de que os parabenos provocavam cancro da mama porque estavam no tecido cancerígeno. Esta informação caiu como uma bomba e, tal como informações-bomba nas ciências, surgiram mais estudos que tentaram replicar os achados e que tentaram explorar esta questão mais a fundo. Ao tentarem replicar esses resultados, os cientistas não só se aperceberam que não estavam a conseguir encontrar uma correlação, como ainda por cima havia uma série de falhas nesse estudo (coisas como o facto de não terem analisado tecido não cancerígeno para verificar se também havia lá parabenos, garantirem que os equipamentos de análise não tinham sido limpos com desinfectantes contendo parabenos e outros dados assim giros que fazem toda a diferença quando se está a tentar estabelecer uma relação causa-efeito).

    Ora, não estando o estudo bem desenhado, começou-se a questionar a origem do estudo e descobriram que as pessoas envolvidas tinham relações com uma empresa que comercializava alternativas aos parabenos. Relembro-vos, então, daquele pormenor que pedi que memorizassem: os parabenos praticamente não tinham concorrência porque era impossível devido à sua elevada eficácia e perfil de segurança. Portanto os competidores acharam que abandonar a comercialização das suas alternativas não ia dar e que era melhor desacreditar os parabenos – o resto vocês sabem… toda a gente acha que os parabenos provocam cancro. E, miraculosamente, eles até tinham uma alternativa para oferecer contra esses infames parabenos que eram umas moléculas do demo. O deles não era tão bom, mas hey, ao menos não provocava cancro (perdoem-me o sarcasmo, mas eu não consigo falar deste assunto sem querer bater a umas quantas pessoas). 

     

    “As marcas retiraram os parabenos dos seus produtos e até anunciam nas embalagens, por isso é porque há motivos.”

    Haver motivos, há, mas não é bem aquilo que estão a pensar.

    Imaginem que vocês fazem a gestão de uma marca que usa parabenos nas suas fórmulas. Mas agora o consumidor não quer parabenos, o consumidor acha que vocês o estão a tentar matar lentamente enfiando moléculas cancerígenas pela pele adentro e portanto não compra produtos com parabenos. Os vossos concorrentes no mercado até já tiraram os parabenos da sua fórmula, por isso o consumidor olha para os dois e escolhe obviamente o outro produto, que até é mais caro mas não está a tentar induzir cancinogénese. Vocês têm duas hipóteses: ou tiram os parabenos das vossas fórmulas e até metem lá o aviso para terem a certeza que as pessoas sabem que o produto não tem parabenos, ou vão à falência.

    Aquilo que falha a muita gente no raciocínio de “as marcas estão a tirar os parabenos” é que não compreendem que se o consumidor achar que os parabenos o vão matar e não comprarem esses produtos que os têm, as marcas são obrigadas a mudar as fórmulas porque querem continuar a vender. Acreditem que as pessoas mais chateadas no mundo com esta tanga de que os parabenos provocam cancro são os formuladores de dermocosmética, que são obrigados a reformular coisas que não deviam ser reformuladas só porque o consumidor não quer aquele ingrediente que funcionava mesmo bem e não faz mal a ninguém.

     

    Conclusão

    Estamos a obrigar as marcas a reformular os produtos com conservantes menos eficazes e mais caros (acabando depois por pagar esse aumento, porque é o consumidor final que suporta todos os aumentos nas formulas) porque uma empresa que tentava comercializar alternativas a esses conservantes achou que era bonito acabar com a concorrência e nós fomos todos atrás que nem uns patos e sem questionar.

    Porque não, os parabenos não provocam cancro. Em caso de dúvida daquela questão de terem uma estrutura semelhante ao estrogénio, relembro o facto da nossa pele funcionar como uma barreira e o facto de que apesar de terem uma estrutura parecida, são 100000 menos activos do que uma molécula de estrogénio.

    E a verdade é que, com tanto escrutínio a que os parabenos foram sujeitos desde 2004, chegou-se à conclusão que o seu perfil de segurança é ainda melhor do que se pensava.

  • Review: Yves Rocher Gel Duche Concentrado

    Review: Yves Rocher Gel Duche Concentrado

    Tipo de produto: gel de duche

    Função: limpeza corporal

    Quando usar: no duche

    Textura: gel espesso

    Aroma: disponível em três aromas (baunilha, azeitona&laranja-amarga, manga&coentro)

    Embalagem: embalagem de plástico com válvula

    Quantidade: 100ml

    Preço: 3.95€

    Onde comprar: vendedores Yves Rocher

     

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    Apesar de há muito saber que a Yves Rocher existia, confesso que este é o meu primeiro contacto com a marca – e que boa maneira de começar. Vocês conhecem-me e sabem que toda eu sou pela praticidade dos produtos, já que muitas ideias podem ser geniais, mas se não forem fáceis de usar então perdem 80% dos potenciais clientes. Ora, há muito que muitas marcas tentam criar geles de banho que sejam ecológicos e práticos, mas muitas das vezes acabo por não ver qualquer inovação significativa. Vamos então ver o que faz destas três versões algo de inovador…

    A primeira coisa que me chamou a atenção foi ser um gel de duche concentrado. Ora, na verdade estamos fartos de ver geles de duche concentrados que são apenas uma forma de nos fazer gastar mais rapidamente o produto. Só que estas fórmulas não. Nestas fórmulas uma só gota/esguicho (facilmente doseado pela embalagem com válvula) cobre uma grande área de pele. Não vos garanto aquela questão de “uma só gota dá para um duche”, mas garanto que 3-4 esguichos dão perfeitamente para um banho completo. Também não vos consigo comprovar se dá ou não para 40 duches, mas garanto-vos que dá para mesmo, mesmo muitos.

    Outra questão que acho genial é que habitualmente uma embalagem destes geles de duche concentrados são mais ou menos do mesmo tamanho que os outros, tornando-os apenas uma forma de usar menos plástico – o que é bom, mas é mais do mesmo. Estas embalagens, pelo contrário, têm 100ml. E estes 100ml são também o limite dos produtos que se conseguem levar na bagagem de mão de cabine, que habitualmente é a única que levo comigo em viagem. Querem coisa mais genial do que levar apenas uma embalagem de gel de banho que dá para os dias todos em que lá estão para vocês e mais 3 ou 4 pessoas? A quantidade de geles de banho em tamanho de viagem que eu habitualmente tenho de levar para mim e para o meu namorado são completamente uma coisa do passado depois disto, já não uso mais nada a não ser estes. Além desta questão, a fórmula é biodegradável e ao comprarem uma embalagem estão a contribuir para a plantação de uma árvore.

    A única coisa que melhoraria seriam os aromas, mas a verdade é que por 3.95€ confesso que já acho que é pedir demais. Gostava de ter opções menos previsíveis e mais complexas, mas se isto correr bem, quem sabe se não avançam com uma linha de aromas mais extensa.

     

    *produto recebido para avaliação

  • Notas soltas – julho 2017

    Notas soltas – julho 2017

    Aparentemente a última vez que escrevi um Notas Soltas foi em Março e foi exclusivamente sobre comida. E então o que é que tenho andado a fazer nestes meses? Aparentemente pouca coisa (e muita ao mesmo tempo)

     

    Jogos

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    Para quem me anda sempre a pedir que fale de jogos… Terminei o Life is Strange lá para Maio e desde então estou muito histérica com ele – e tenho aproveitado para andar a tentar obrigar toda a gente que conheço a jogá-lo, porque este é um daqueles jogos que metade da piada é jogá-lo, a outra metade é falar sobre ele. Felizmente já tinha pelo menos 3 amigas que já o tinham jogado e assim que acabei pude ir logo a correr para o whatsapp. Mais histérica fiquei quando soube pouco tempo depois que vão oficialmente fazer uma sequela e uma prequela.

    Os jogos do costume (World of Warcraft, Overwatch e Pokémon Go) cá andam e recomendam-se. No WoW andamos entretidos a fazer o loremaster com a progressão bloqueada, portanto é coisa para demorar muitooooo tempo. No Overwatch tenho andado como de costume a jogar com a Mercy, Reinhardt, Bastion e D.Va, mas entretanto descobri que até me safo como Genji (embora geralmente tenha pânico de o utilizar). Pokémon Go tem sido giro desde que começaram as raids porque tenho no trabalho mais 3 colegas que também jogam e temos um ginásio a 50m do trabalho. 

    Entretanto ofereceram-me o jogo de Game of Thrones da Telltale no meu aniversário e agora aproveitei os saldos do Steam para comprar o Firewatch, portanto tenho muita coisa para jogar.

     

    Livros

    Mistborn. Mistborn. Mistborn. (hey, os livros são calhamaços) Há muito tempo que não me sabia tão bem ler uma saga de Fantástico e há muito que não adorava um livro logo a partir das primeiras páginas. Tenho estado muito histérica com isto e está sem dúvida a tornar-se numa das minhas preferidas.

    A Chimamanda também lançou um novo livro que por enquanto só está disponível em inglês, Dear Ijeawele, com os conselhos dela sobre como educar uma criança para ser feminista. Baseou-se na resposta que deu a uma carta de uma amiga que lhe pediu esses conselhos, portanto está obviamente adaptado à sociedade nigeriana, mas há muita coisa que é completamente paralela à nossa sociedade.

     

    Casamento

    Com o mês de Setembro a aproximar-se, neste momento estou mais entusiasmada com o casamento da minha amiga do que com o meu (fomos pedidas em casamento no mesmo dia, mas o dela é já este ano). De qualquer forma, o mês de Setembro também é o mês em que vou em busca do meu vestido, portanto todos os olhos estão voltados para lá – e para sites de marcas de vestidos.

    Acho que não cheguei a escrever sobre a única coisa com que fiquei triste neste processo todo, que é o facto de não nos irmos casar na igreja em que tínhamos planeado – de alguma forma conseguimos acertar num de dois domingos no ano todo em que não celebram casamentos nessa igreja. E tivemos um dia de algum pânico (“algum”, diz ela) quando percebemos que havia mais igrejas que não celebravam casamentos nesse dia ou que exigiam que as leituras do casamento fossem as leituras relacionadas com o dia de Pentecostes. (gente, eu fiz a catequese toda até ao Crisma e nunca na minha vida o Pentecostes foi uma coisa gigantesca, o que é que vos deu para me lixarem os planos do casamento?) Bem, já arranjámos uma igreja que felizmente não está carregada de talha dourada, onde o padre me perguntou se estava a brincar quando expliquei que havia quem não celebrasse casamentos no Pentecostes, já marcámos o dia e por isso está tudo a andar outra vez. Conselho para quem ainda não agendou data e pretende fazer casamento católico: verifiquem o calendário católico primeiro. Tanto quanto percebi, a quaresma é uma altura terrível para uma pessoa se casar e há dias específicos dentro de cada paróquia em que simplesmente não há abertura.

    Agora que estamos mais virados para pequenos pormenores, já que as coisas grandes estão todas encaminhadas, tenho andado muito na Etsy. Tem sido o sítio onde tenho encontrado itens perfeitos para aquilo que andava a procurar e ainda consigo suportar artistas independentes. Por sorte, tenho encontrado tudo o que preciso em fornecedores dentro da Europa, portanto anula-se a questão das taxas de importação e tempos de espera na alfândega.

    Uma coisa de que me tenho apercebido: há agregadores de fornecedores que só permitem aos fornecedores responder a um número limitado de pedidos sem pagar valores acrescidos. Portanto, se também andarem à procura de fornecedores para casamento, contactem-nos directamente em vez de usarem as plataformas. Pode ser a diferença entre aquele fornecedor que seria perfeito para vocês vos responder ou ficarem “pendurados”.